domingo, 11 de julho de 2010

Aos Adultos Solteiros

“Rapazes, se vocês retornaram da missão e ainda estão seguindo o padrão de interação entre rapazes e moças que foram aconselhados a seguir quando tinham menos de 16 anos, é hora de crescerem: criem coragem e procurem uma moça com quem sair. Comecem com vários encontros com várias moças e, quando essa fase resultar em uma boa possibilidade, passem à fase do namoro firme. É hora de se casarem. É isso que o Senhor deseja para Seus jovens filhos adultos (tanto homens como mulheres). Homens, cabe a vocês tomar a iniciativa, e vocês devem tomá-la. Se não souberem o que é um encontro, talvez esta definição, que ouvi de minha neta de dezoito anos, ajude: Um ‘encontro’ precisa passar no teste dos três Ps: (1) planejado com antecedência, (2) pago pelo rapaz e (3) para os dois apenas.

Moças, evitem o excesso de programas em grupo e incentivem os encontros simples, baratos e freqüentes. Não facilitem para os rapazes a realização de atividades em grupo em que vocês, mulheres, providenciam o alimento. Não sustentem os aproveitadores. Uma atividade em grupo ocasional é aceitável, mas, quando virem homens cuja principal interação com o sexo oposto são as atividades em grupo, creio que vocês devem trancar a despensa e passar a chave na porta da frente.

Se fizerem isso, pendurem também um aviso na porta, dizendo: ‘Abriremos para encontros individuais’ ou algo assim. E (...), moças, se quiserem persuadir os rapazes a propor encontros mais freqüentes, é bom que fique claro para ambos que o fato de terem um encontro não significa que terão um compromisso sério. (...)

Meus jovens amigos solteiros, aconselhamos vocês a canalizarem seu convívio com o sexo oposto para os encontros e o namoro, que têm o potencial de amadurecer e levar ao casamento, e não para as atividades de grupo que apenas têm a probabilidade de, ao amadurecer, levá-los a praticar esportes de equipe, como o futebol. O casamento não é uma atividade de grupo — ao menos até os filhos chegarem em grande número.” (Ver A Dedicação de Toda uma Vida, serão do SEI para jovens adultos solteiros, 1º de maio de 2005, pp. 5–6).

Aqui termino a recapitulação do discurso que fiz há dois anos e meio.

O que aconteceu depois disso? Recebi algumas cartas de agradecimento, a maioria de mulheres. (...)

O tempo não me permite analisar mais cartas, mas cito mais uma porque provavelmente representa situações bem típicas. Recebi essa carta cerca de um ano após meu discurso. Foi enviada por um casal que me agradeceu por seu casamento feliz. Disseram que tinham sido colegas de faculdade e amigos, em uma ala de solteiros. Ele perguntou se ela gostaria de sair com ele, só para se divertirem juntos e se conhecerem melhor. Depois de pensar por alguns dias, ela disse que não estava interessada.

Alguns meses se passaram, então, o discurso que fiz no serão deu-lhes o incentivo de que precisavam. Escreveram: “No serão, o senhor disse que uma das coisas necessárias para facilitar os encontros é não dar a entender que eles sejam algo muito sério. Se quisermos persuadir os rapazes a propor encontros mais freqüentes, é bom que fique claro para ambos que o fato de terem um encontro não significa que terão um compromisso sério”.

A carta prosseguia dizendo que, imediatamente após o serão, ela foi falar com ele e perguntou se poderiam conversar. Disse que havia reconsiderado a sugestão do encontro e que, se ele ainda estivesse interessado, ela estaria disposta a fazer uma experiência. “Ainda tínhamos muito a aprender a respeito um do outro”, escreveram, “e havia muitas mudanças a serem feitas. Casamos em maio do ano seguinte, no Templo de Washington Seu conselho claro e direto ajudou-nos a perceber que o encontro seria uma oportunidade de conhecer-nos melhor e não um compromisso imediato para um relacionamento duradouro ou casamento.” É isso mesmo!

Como eu disse no meu discurso: “Encontros simples e mais freqüentes permitem que os homens e as mulheres se conheçam e lhes permite avaliar amplamente as possibilidades. Os encontros e o namoro à moda antiga eram maneiras maravilhosas de conhecer uma pessoa do sexo oposto. Incentivavam as pessoas a conversar. Permitia que percebêssemos como tratávamos a outra pessoa e como éramos tratados quando estávamos sozsozinhos com ela. Dava-nos a oportunidade de aprender a iniciar e manter um relacionamento maduro” (ver A Dedicação de Toda uma Vida, p. 5)."



Élder Dallin H. Oaks

Do Quórum dos Doze

2 comentários:

Rozane Martins disse...

legal....muito bom este cantinho.
www.solteirossud.blogspot.com

Rozane Martins disse...

legal....muito bom este cantinho.
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